Não há maior e melhor amor na vida do que o amor por um filho. Já tive
muitos homens em meio século de vida, mas nenhum se equipara ao amor pelo meu filho.
O amor por
um qualquer homem só leva à perdição, à desgraça, à miséria, à ignomínia. Pelo
contrário, o amor por um filho eleva-nos, torna-nos superiores e quase
celestiais.
Temos a oportunidade de nos aperfeiçoarmos naquela figura e
temos a ilusão de que podemos mudar o mundo com a sua educação. Pura
ilusão. Mas impossível de ser afastada.
Facto é que nunca deixarei de amar o meu filho, ao passo que o amor por
um homem muda de cambiante, transfigura-se e desvanesce com o tempo - e
sobretudo com a convivência.
Não preciso desses amores banais para viver. São como fósforos. Existem
às centenas. Acendem-se, iluminam e depois apagam-se. Mas não saberia
viver sem o amor do meu filho.
Não conseguiria mais respirar se não o
pudesse ver mais na vida. Ouvir a sua voz, abraçá-lo, beijá-lo. Preferia atirar-me para a morte, qual Anna
Karenina. Não suportaria ficar sem o amor mais puro, verdadeiro e eterno
que existe neste mundo.
Quem pensa de outro modo está enganado. Ou
então teve a felicidade de encontrar um amor pleno num qualquer homem. Daqueles
que se encontram uma vez de cem em cem anos.
Sem comentários:
Enviar um comentário